Planejamento de alta de bebês com malformação congênita: vivência de enfermeiras
DOI:
10.24276/rrecien2025.15.43.278Palavras-chave:
Alta do Paciente, Recém-nascido, Anormalidades Congênitas, Processo de EnfermagemResumo
Compreender como a enfermeira vivencia o planejamento de alta das unidades neonatais para bebês com malformações congênitas. Estudo qualitativo com seis enfermeiras de unidades neonatais de hospital estadual pediátrico, com técnica de amostragem bola de neve. Foi realizada entrevista semiestruturada e Análise de Conteúdo de Minayo para analisar os dados empíricos. Emergiram três unidades de conteúdo. O planejamento de alta ideal é reconhecido e o real concentra-se na marcação de consultas/exames e retornos, orientações superficiais no dia da alta. Assumem duas posições, quando compreendem a importância do seu papel no processo de alta hospitalar e uma outra como agente passiva nesse processo, não contemplando a singularidade desses sujeitos. Destacam-se aspectos essenciais para sistematização da alta hospitalar, com ênfase no cuidado do bebê com malformação congênita. Uma das limitações apontadas para planejamento da alta foi intensa demanda no setor e a burocracia no momento da alta.
Descritores: Alta do Paciente, Recém-nascido, Anormalidades Congênitas, Processo de Enfermagem.
Discharge planning for babies with congenital malformations: nurses' experience
Abstract: To understand how nurses experience discharge planning for babies with congenital malformations in neonatal units. Qualitative study with six nurses from neonatal units of a state pediatric hospital, using a snowball sampling technique. Semi-structured interviews and Minayo Content Analysis were conducted to analyze the empirical data. Three content units emerged. The ideal discharge planning is recognized, while the real one focuses on scheduling appointments/exams and follow-ups, and superficial guidance on the day of discharge. They assume two positions, when they understand the importance of their role in the hospital discharge process and another as a passive agent in this process, not considering the uniqueness of these subjects. Essential aspects for systematizing hospital discharge are highlighted, with an emphasis on the care of babies with congenital malformations. One of the limitations pointed out for discharge planning was the intense demand in the sector and the bureaucracy at the time of discharge.
Descriptores: Patient discharge, Newborn, Congenital Abnormalities, Nursing Process.
Planificación del alta de bebés con malformaciones congénitas: experiencia de enfermeras
Resumen: Comprender cómo las enfermeras experimentan la planificación del alta de las unidades neonatales de bebés con malformaciones congénitas. Estudio cualitativo con seis enfermeras de unidades neonatales de un hospital pediátrico estatal, utilizando la técnica de muestreo bola de nieve. Se realizaron entrevistas semiestructuradas y análisis de contenido de Minayo para analizar los datos empíricos. Surgieron tres unidades de contenido. Se reconoce la planificación ideal del alta y la verdadera se centra en la programación de citas/exámenes y seguimientos, orientación superficial el día del alta. Asumen dos posiciones, cuando comprenden la importancia de su papel en el proceso de egreso hospitalario y otra como agente pasivo en este proceso, sin considerar la singularidad de estos sujetos. Se destacan aspectos esenciales para la sistematización del egreso hospitalario, con énfasis en la atención al bebé con malformaciones congénitas. Una de las limitaciones señaladas para planificar el aumento fue la intensa demanda en el sector y la burocracia al momento del incremento.
Descriptores: Alta del Paciente, Recién Nacido, Anomalías Congénitas, Proceso de Enfermería.
Downloads
Referências
Baldacci S, Gorini F, Santoro M, Pierini A, Minichilli F, Bianchi F. Environmental and individual exposure and the risk of congenital anomalies: a review of recent epidemiological evidence. Epidemiologia e Prevenzione. 2018; 42:3-4.
Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Nascidos com defeitos congênitos: histórias de crianças, pais e profissionais de saúde que prestam cuidados ao longo da vida. 2020. Disponível em: <https://www.paho.org/pt/noticias/3-3-2020-nacidos-con-defectos-congenitos-historias-ninos-padres-profesionales-salud-que>.
Mendes JLV, Cardoso SDS, Hott ARN, Souza FLS. Importância da comunicação para uma assistência de Enfermagem de qualidade: uma revisão integrativa. Braz J Surg Clin Res. 2020; 32(2):169-74.
Cardoso MVLML, Lima VRM, Fontoura FC, Rodrigues SE, Saraiva IA, Fontenele FC. Terapêuticas utilizadas em recém-nascidos com malformações congênitas internados em unidade neonatal. Rev Eletr Enferm. 2015; 17(1):60-68.
Brasil. Portaria nº 930 do Ministério da Saúde, de 10 de maio de 2012 (BR). Define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 2012. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0930_10_05_2012.html>.
Passos BCM, Pimenta LP, et al. Perfil das causas básicas de mortalidade neonatal no Brasil, período 2008-2013: revisão integrative. IOSR Journal of Nursing and Health Science (IOSR-JNHS). 2021; 10(1):41-47.
Nietsche EA, Nora AD, Lima MGRD, Bottega JC, Neves ET, Sosmayer VL. Educação em saúde: planejamento e execução da alta em uma Unidade de Terapia Intensiva neonatal. Rev Esc Anna Nery. 2012; 16:809-16.
Santos GLA, Sousa ARD, Félix NDDC, Cavalcante LB, Valadares GV. Implicações da sistematização da assistência de enfermagem na prática profissional brasileira. Rev Esc Enferm USP. 2021; 55:e03766.
COFEN. Resolução N° 736 do Conselho Federal de Enfermagem, de 17de janeiro de 2024 (BR). Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Conselho Federal de Enfermagem. 2024. Disponível em: <https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024>.
COREN-SP. Parecer Nº 046 do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, 07 de abril de 2011 (BR). Dimensionamento de pessoal de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Conselho Regional de Enfermagem (SP). 2011. Disponível em: <https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2011_46.pdf>.
Vieira LRFS, Amaral FMGS, Boeckmann LMM, Morais RCM. Atuação dos profissionais de enfermagem no processo de alta de neonatos em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Foco (Interdisciplinary Studies Journal). 2023; 16(8).
Acosta AM, Câmara CE, Weber LAF, Fontenele RM. Atividades do enfermeiro na transição do cuidado: realidades e desafios. Rev Enferm UFPE on line. 2018; 12(12):3190-7.
Rosa NRPS, Curado MAS, Henriques MAP. Percepção dos pais sobre as práticas de educação em saúde na Unidade Neonatal. Esc Anna Nery. 2022; 26:e20210040.
Silva GN, Oliveira TKM, Cid VL, Dantas LSM, Sousa NCB, Dourado TM, Silva OS. Pesquisas qualitativas: formulações discursivas no domínio da enfermagem. Rev Enferm Digit Cuid Promoção Saúde. 2019; 4(1):65-69.
Bockorni BRS, Gomes AF. A amostragem em snowball (bola de neve) em uma pesquisa qualitativa no campo da administração. Rev Ciênc Empr UNIPAR. 2021; 22(1):105-17.
Viana ACG, Alves AMPM, Lopes MEL, Lima DRA, Batista PSS, Vasconcelos MF. Mães de bebê mal formado: percepção sobre orientações de enfermeiro. Rev Enferm UFPE on line. 2019; 13:e239825.
Delmiro ARCA, Barbosa MGL, Rocha YT, Castaño AMH, Silva KL. Tecnologias utilizadas no processo de alta hospitalar de crianças dependentes de tecnologias. Rev Enferm Atual In Derme. 2024; 98(3):e024360.
Reis DBC, Rocha AD. Processo de alta hospitalar em uma unidade neonatal sob a ótica da equipe de saúde. Rev Enferm Digit Cuid Promoção Saúde. 2023; 8:01-09.
Taufer EB. Diagnóstico de malformação congênita fetal: implicações nas mães, nos pais e nos irmãos do bebê gestado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2019. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10183/204263>.
Zampoli ACM, Caldeira S, Santos KB, Nihei OK, Silva RMM. Experience of mothers after the diagnosis of congenital malformation and the expectations of care. Rev Rene. 2022; 23:e78408.
Pucca BG, Ribeiro MRR, Acosta AM, Costa DG, Milioni KC, Oliveira JLC. Safety elements and understanding of guidelines at discharge from Neonatal Intensive Care Units. Rev Gaúcha Enferm. 2022; 43:e20210262.
Brasil. Ministério da Saúde (MS). Fundação Oswaldo Cruz. Principais Questões sobre a Alta do Recém-nascido de Risco. 2019. Disponível em: <https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/6207/>.
Delmiro ARCA, Pimenta EAG, Nóbrega VM, Fernandes LTB, Barros GC. Equipe multiprofissional no preparo para a alta hospitalar de crianças com condições crônicas. Ciência, Cuidado e Saúde. 2020; 19:e50418.
Publicado
- Visualizações 0
- pdf downloads: 0
Como Citar
Edição
Seção

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.














