Cateteres venosos utilizados em adolescentes hospitalizados: estudo descritivo
DOI:
10.24276/rrecien2022.12.38.60-67Palavras-chave:
Enfermagem, Adolescente, Dispositivo Venoso, Cateteres VenososResumo
Avaliar os tipos de cateteres venosos utilizados por adolescentes hospitalizados. Estudo descritivo, documental, quantitativo, desenvolvido numa enfermaria de saúde do adolescente. A amostra constituiu-se de 30 prontuários de adolescentes submetidos à cateterização venosa. Os dados foram analisados através de estatística descritiva simples. Dos 85 dispositivos inseridos 78,8% (n=67) foram cateteres intravenosos periféricos e 9,4% (n=8) cateter central de inserção periférica. Quanto ao tempo da terapêutica 85,9% (n=73) destinaram-se àquelas com tempo < que 21 dias. Em relação à farmacologia 35,29% (n=30) referem-se à antibioticoterapia, seguido da quimioterapia em 17,65% (n=15), hidratação venosa com 16,47% (n=14) e pulsoterapia com 16,47% (n=14). A despeito das comorbidades que levam, não raras vezes, à associação de drogas, as quais promovem fragilidade capilar, e o tempo de administração das mesmas, a principal escolha para os acessos vasculares recaiu sobre os Cateteres Intravenosos Periféricos.
Descritores: Enfermagem, Adolescente, Dispositivo Venoso, Cateteres Venosos.
Venous catheters used in hospitalized adolescents: a descriptive study
Abstract: To evaluate the types of venous catheters used by hospitalized adolescents. Descriptive, documentary, quantitative study, developed in an adolescent health ward. The sample consisted of 30 medical records of adolescents undergoing venous catheterization. Data were analyzed using simple descriptive statistics. Of the 85 inserted devices, 78.8% (n=67) were peripheral intravenous catheters and 9.4% (n=8) peripherally inserted central catheters. As for the duration of therapy, 85.9% (n=73) were aimed at those with a time <21 days. Regarding pharmacology, 35.29% (n=30) refer to antibiotic therapy, followed by chemotherapy in 17.65% (n=15), intravenous hydration with 16.47% (n=14) and pulse therapy with 16. 47% (n=14). Despite the comorbidities that often lead to the association of drugs, which promote capillary fragility, and their administration time, the main choice for vascular access was Peripheral Intravenous Catheters.
Descriptors: Nursing, Adolescent, Venous Device, Venous Catheters.
Catéteres venosos utilizados en adolescentes hospitalizados: estudio descriptivo
Resumen: Evaluar los tipos de catéteres venosos que utilizan los adolescentes hospitalizados. Estudio descriptivo, documental, cuantitativo, desarrollado en un servicio de salud de adolescentes. La muestra estuvo constituida por 30 historias clínicas de adolescentes sometidos a cateterismo venoso. Los datos se analizaron mediante estadística descriptiva simple. De los 85 dispositivos insertados, el 78,8% (n=67) fueron catéteres intravenosos periféricos y el 9,4% (n=8) catéteres centrales insertados periféricamente. En cuanto a la duración de la terapia, el 85,9% (n=73) se dirigió a aquellos con un tiempo <21 días. Respecto a la farmacología, el 35,29% (n=30) se refieren a antibioticoterapia, seguido de quimioterapia en 17,65% (n=15), hidratación intravenosa con 16,47% (n=14) y pulsoterapia con 16,47% (n=14). A pesar de las comorbilidades que muchas veces conducen a la asociación de fármacos, que promueven la fragilidad capilar, y su tiempo de administración, la principal opción para el acceso vascular fueron los catéteres intravenosos periféricos.
Descriptores: Enfermería, Adolescente, Dispositivo Venoso, Catéteres Venosos.
Downloads
Referências
Crespim J, Reato LFN. Hebiatria: medicina da adolescência. 1. ed. São Paulo: Roca. 2007.
Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área de Saúde do Adolescente e do Jovem. Saúde do Adolescente: competências e habilidades. Brasília: Ministério da Saúde. 2008.
Infusion Nurses Society (INS). Padrões de prática em terapia infusional. J Infus Nurs. 2016; 39(1).
Bitencourt ES, Leal CN, Boostel R, Mazza VA, Felix VC, Pedrolo E. Prevalência de flebite relacionada ao uso de dispositivos intravenosos periféricos em crianças. Cogitare Enferm. 2008; 23(1).
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: ANVISA. 2017.
Enes SNS, Opitz SP, Faro ARMC, Pedreira MLG. Flebite associada a cateteres intravenosos periféricos em adultos internados em hospital da Amazônia Ocidental Brasileira. Rev Esc Enferm USP. 2016; 50(2).
Braga LM, Parreira PM, Oliveira ASS, Mónico LSM, Arreguy-Sena C, Henriques MA. Flebite e infiltração: traumas vasculares associados ao cateter venoso periférico. Rev Latino Am Enferm. 2018; 26.
Reis NSP, Santos MFG, Leite DC, Gomes HF, Peres EM, Pérez Júnior EF. Implantação de Cateter central de inserção periférica por enfermeiros em adolescentes. Cogitare Enferm. 2019; 24.
Bonassa EMA, Santana TR. Enfermagem em Terapêutica Oncológica. 4. ed. Rio de Janeiro: Atheneu. 2012.
Machado LBL, Moura DA, Cunha LBC, Cunha KCS. Característica dos cateteres e de crianças portadoras de doença oncohematológicas. Cogitare Enferm. 2017; 22(1).
Zerati AE, Wolosker N, Luccia N, Puech-Leão P. Cateteres venosos totalmente implantáveis: histórico, técnica de implante e complicações. J Vasc Bras. 2017; 16(2).
Santana FG, Moreira-Dias, PL. Cateter central de inserção periférica em oncologia pediátrica: um estudo retrospectivo. Rev Bras Cancerol. 2018; 64(3).
Ministério da Saúde. Portaria n. 529, de 01 de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente. (PNSP). Diário Oficial da República Federativa do Brasil. 2013.
Fernandes ES, Peres EM, Gomes HF, Pires BMFB, Leite DC, Péres Júnior EF, et al. Ocorrência de flebite associada a cateterismo venosos periféricos em pacientes hospitalizados. Res Soc Dev 2020; 9(5).
Negri DC, Avelar AFM, Andreoni S, Pedreira MLG. Fatores predisponentes para insucesso da punção intravenosa periférica em crianças. Rev Latino Am Enferm. 2012; 20(6).
Hulley SB, Cummings SR, Browner WS, Grady DG. Delineando a pesquisa clínica. 4. ed. Porto Alegre: Artmed. 2015.
Armenteros-Yeguas V, Gárate-Echenique L, Tomás-López MA, Cristóbal-Domínguez E, Moreno-de-Gusmão B, Miranda-Serrano E, et al. Prevalence of difficult venous Access and associated risk factors in highly complex hospitalized patients. J Clin Nurs. 2017; 26(23-24).
Infusion Nurses Society Brasil (INS Brasil). Diretrizes práticas da terapia infusional. 3. ed. São Paulo. 2018.
Oliveira RG. Blackbook - Enfermagem. 1. ed. Belo Horizonte: Blackbook Editora. 2016.
Borba EF, Latorre LC, Brenol JCT, Kayser C, Silva NA, Zimmermann AF, et al. Consenso de Lúpus Eritematoso Sistêmico. Rev Bras Reumatol. 2008; 48(4).
Condutas do INCA (MS). Leucemias agudas na infância e adolescência. Rev Bras Cancerol. 2001; 47(3).
Fu AB, Hodgman EI, Burkhalter LS, Renkes R, Slone T, Alder AC. Long-term central venous access in a pediatric leukemia population. J Surg Res. 2016; 205(2).
Borghesan NBA, Demitto MO, Fonseca LMM, Fernandes CAM, Costenaro RGS, Higarashi IH. Cateter venoso central de inserção periférica: práticas da equipe de enfermagem na atenção intensiva neonatal. Rev Enferm UERJ. 2017; 25.
Madsen EB, Sloth E, Illum BS, Juhl-Olsen P. The clinical performance of midline catheters-An observational study. Acta Anesthesiol Scand. 2019; 64(3).
Publicado
- Visualizações 0
- pdf downloads: 0