Internações hospitalares por trauma em uma unidade de terapia do Paraná
DOI:
10.24276/rrecien2021.11.36.564-574Palavras-chave:
Unidade de Terapia Intensiva, Causas Externas, Prevalência, LesõesResumo
Descrever o perfil de vítimas internadas por trauma em uma UTI do interior do Paraná entre 2013 e 2017. Trata-se de um estudo de delineamento transversal, com abordagem quantitativa. As internações decorrente de lesões traumáticas foram maiores do sexo masculino (83,3%), com faixas etárias entre 18-39 anos e > 60 anos. As principais causas de trauma foram os acidentes de transporte (60,9%), agressões (23,5%) e quedas (12,4%), com a principal região do corpo lesionada cabeça e pescoço (42,2%). O tipo de trauma mais comum foi o trauma contuso (82,7%). As complicações decorrentes de internações foram infecções, febre, intubação não planejada e úlceras de decúbito. A gravidade das lesões traumáticas podem ser amenizadas e consequentemente o número de leitos de UTI ocupados. O enfermeiro em sua formação deve ser capacitado para atender e avaliar o trauma, prestando assistência, baseado em conhecimento cientifico e teórico.
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