Perfil epidemiológico da dengue: subsídios para os serviços de saúde

Maressa Martins dos Santos, Rebeca Isis de Oliveira Santos, Sílvia Carla da Silva André Uehara

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo analisar a incidência e perfil epidemiológico da dengue em período epidêmico e não epidêmico em São Carlos (SP). Os dados foram coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade e Sistema de Informação sobre Agravos de Notificação entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016, e analisados por meio da estatística descritiva e análise da incidência. Nos dois anos ocorreram 5.396 casos de dengue, 92% em 2015, que apresentou incidência de 2.243/100.000 habitantes. Indivíduos entre 11 e 20 anos apresentaram maior risco de infecção em 2015; em 2016 esse risco foi maior entre a faixa etária de 51 a 60 anos. Em 2016 houve redução de 91,7% dos casos em relação a 2015. Este estudo revelou que cidades de médio porte desempenham papel determinante na carga da doença a nível nacional, devendo-se buscar estratégias para contenção da disseminação do vírus e redução do risco de epidemia.

Descritores: Incidência de Dengue, Panorama Epidemiológico, Arbovírus.

 

Dengue epidemiological profile: subsidies for health services

Abstract: This research aimed to analyze the incidence and epidemiological profile of dengue in epidemic and non-epidemic periods in São Carlos (SP). Data were collected from the Mortality Information System and Notification Disease Information System between January 2015 and December 2016 and analyzed using descriptive statistics and incidence analysis. In both years there were 5,396 cases of dengue, 92% in 2015, which had an incidence of 2,243/100,000 inhabitants. Individuals between 11 and 20 years old presented a higher risk of infection in 2015; In 2016 this risk was higher among the age group of 51 to 60 years. In 2016 there was a reduction of 91.7% of cases compared to 2015. This study revealed that medium-sized cities play a determining role in the burden of disease at the national level, and strategies should be sought to contain the spread of the virus and reduce the risk of an epidemic.

Descriptors: Dengue Incidence, Epidemiological Overview, Arbovirus.

 

Perfil epidemiológico del dengue: subsidios para los servicios de salud

Resumen: Esta investigación tuvo como objetivo analizar la incidencia y el perfil epidemiológico del dengue en el período epidémico y no epidémico en São Carlos (SP). Los datos se recopilaron del Sistema de Información de Mortalidad y del Sistema de Información de Notificación de Enfermedades entre enero de 2015 y diciembre de 2016, y se analizaron mediante estadísticas descriptivas y análisis de incidencia. En ambos años ocurrió 5,396 casos de dengue, 92% en 2015, que presentó una incidencia de 2,243/100,000 habitantes. Las personas entre 11 y 20 años presentaron mayor riesgo de infección en 2015; en 2016 este riesgo fue mayor entre el grupo de edad de 51 a 60 años. En 2016 hubo una reducción del 91,7% de los casos en comparación con 2015. Este estudio reveló que las ciudades medianas juegan un papel determinante en la carga de la enfermedad a nivel nacional, y se deben buscar estrategias para contener la propagación del virus y reducir el riesgo de epidemia.

Descriptores: Incidencia de Dengue, Resumen Epidemiológico, Arbovirus.

Texto completo:

PDF

Referências

World Health Organization. Global vector control response 2017-2030. Geneva: World Health Organization. 2017. Disponível em: . Acesso em 28 mai 2019.

Brazil. Ministry of health of Brazil. Secretaiat of Health Surveillance. Department of Noncommunicable Diseases Surveillance and Health Promotion. Health Brazil 2015/2016: na analysis of helath situation and the epidemic caused by Zika vírus and other diseases transmitted by Aedes aegypti. 2017. Disponível em: . Acesso em 28 mai 2019.

Teich V, Arinelli R, Fahham L. Aedes aegypti e sociedade: o impacto econômico das arboviroses no Brasil. São Paulo: J Bras Econ Saúde. 2017; 9(3):267-276.

Centers for Disease Control and Prevention. Dengue. 2019. Disponível em: . Acesso em 14 mai 2019.

Pan American Health Organization. Dengue: general information. 2019. Disponível em: . Acesso em 14 mai 2019.

World Health Organization. Dengue and severe dengue. 2019. Disponível em: . Acesso em 14 mai 2019.

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico. 2018. Disponível em: . Acesso em 11 jul 2019.

Ministério da Saúde. Ministério da Saúde alerta para aumento de 149% dos casos de dengue no país. 2019. Disponível em: . Acesso em 11 jul 2019.

Brasil. Portal SINAN. O Sinan. 2019. Disponível em: . Acesso em 14 mi 2019.

Merchán-Hamann E, Taulil PL, Costa MP. Terminologia das medidas e indicadores em epidemiologia: subsídios para uma possível padronização da nomenclatura. Informe Epidemiológico do SUS. Brasília: IESUS. 2000; 9(4):273-284.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Conheça cidades e estados do Brasil. 2019. Disponível em: . Acesso em 15 mai 2019.

Vega FLR, Bezerra JMT, Said RFC, Neto ANG, Cotrim EC, Mendez D, Amâncio FF, Carneiro M. Emergence of Chikungunya and Zika in a municipality endemic to dengue, Santa Luzia, MG, Brazil, 2015-2017. Minas Gerais: Rev Soc Bras Med. 2019; 52:1-9.

Ferreira AC, Neto FC, Mondini A. Dengue in Araraquara, state of São Paulo: epidemiology, climate and Aedes aegypti infestation. São Paulo: Rev Saúde Pública. 2018; 52(18):1-10.

Maccormack-gelles B, Neto ASL, Sousa GS, Nascimento OJ, Machado MMT, Wilson ME, Castro MC. Epidemiological characteristics ond determinants of dengue transmission during epidemic and non-epidemic years in Fortaleza, Brazil: 2011-2015. California: PLoS Negl Trop Dis. 2018; 12(12):1-30.

Organização Pan-Americana de Saúde. OPAS recomenda que países da América Latina e do Caribe se preparem para possíveis surtos de dengue. 2019. Disponível em: . Acesso em 27 jul 2019.

Defavari ER, Fonseca EP, Silva RP, Moreira RS, Pereira AC, Batista MJ. Análise espacial da incidência da dengue em um município de médio porte do estado de São Paulo de 2008 a 2015. Bahia: Rev Saúde Col. 2017; 7(3):10-17.

Barbosa YO, Menezes LPL, Santos JMJ, Cunha JO, Menezes AF, Araújo DC, Albuquerque TIP, Santos AD. Acesso dos homens aos serviços de atenção primária à saúde. Recife: Rev Enferm UFPE on line. 2018; 12(11):2897-2905.

Mulligan K, Dixon J, Sinn CL, Elliott SJ. A dengue é uma doença da pobreza? Uma revisão sistemática. Canada: Pathog Glob Health. 2015; 109 (1):10-18.

Cysne RP. Arboviroses (dengue, zika e chicungunya) e saneamento básico. Conjuntura Econômica. 2019. Disponível em: . Acesso em 28 jul 2019.

O Globo. Dengue bate recorde em 2015 com 1,65 milhão casos e 863 mortes. 2016. Disponível em: . Acesso em 29 jul 2019.

Governo de Mato Grosso. Secretaria de Estado de Saúde. Boletim epidemiológico da dengue, chikungunya e zika. 2016. Disponível em: . Acesso em 29 jul 2019.

Silva MS, Branco MRFC, Junior JA, Queiroz RCS, Bani E, Moreira EPB, Medeiros MNL, Rodrigues ZMR. Spatial-temporal analysis of dengue deaths: identifying social vulnerabilities. Maranhão: Rev Soc Bras Med Trop. 2017; 50(1):104-109.

Luz KG, Araújo ABSS, Santos GIV, Sousa LS, Eberlin MBN, Guerra SCP, Almeida YBMM. Comparison of severity cases according to the dengue classification and the dengue revised classification. São Paulo: Rev Med. 2018; 97(6):547-553.


Visualizações do PDF:

2 views


Visualizações do Resumo:

4 views

Apontamentos

  • Não há apontamentos.
Copyright: ©-2014 Revista Recien - Revista Científica de Enfermagem. Todos os direitos reservados.
Tema: Mason Publishing Group. Customizado por: Articloud