Humanização no atendimento ao usuário de substâncias psicoativas em estratégia de saúde da família

Tainara Rodrigues Pereira, Débora Biffi

Resumo

Humanizar a assistência prestada aos usuários de substâncias psicoativas faz-se necessária e vem sendo discutida desde a Reforma Psiquiátrica. No Brasil, preconiza-se que a assistência aos usuários de substâncias psicoativas ocorra de forma ambulatorial, tendo como principal local a Estratégia de Saúde da Família. Este estudo objetivou verificar na literatura científica de que forma ocorre o atendimento ao usuário de substâncias psicoativas nas Estratégias de Saúde da Família sob o aspecto da humanização. Tratou-se de uma revisão bibliográfica utilizando as bases de dados BVS, SciELO, LiLACS e CAPES/MEC. Fizeram parte do corpo de análise desse estudo 10 artigos. Notou-se que os profissionais da Estratégia de Saúde da Família têm certa dificuldade em atender a demanda em saúde mental, intitulando-se despreparados e precisando de capacitação. A humanização em saúde mental ainda tem muito a crescer, principalmente aos usuários de substâncias psicoativas, pois o preconceito e os julgamentos ainda são muito presentes.

Descritores: Saúde Mental, Humanização, Usuário de Substâncias Psicoativas.

 

Humanization of user responsibility of psychoactive substances in the family health strategy

Abstract: Humanizing the care provided to users of psychoactive substances is necessary and has been discussed since the Psychiatric Reform. In Brazil, it is recommended that the assistance to users of psychoactive substances occur in an outpatient setting, having as its main site the Family Health Strategy. This study aimed to verify in the scientific literature how the user care of psychoactive substances occurs in the Family Health Strategies under the aspect of humanization. It was a bibliographic review using the databases VHL, SciELO, LiLACS and CAPES / MEC. 10 articles were included in the analysis body of this study. It was noted that the professionals of the Family Health Strategy have some difficulty in meeting the demands on mental health, being unprepared and in need of training. The humanization in mental health still has a lot to grow, mainly to the users of psychoactive substances, because the prejudice and the judgments are still very present.

Descriptors: Mental Health, Humanization, User of Psychoactive Substances.

 

Humanización en el cuidado del usuario de sustancias psicoactivas en la estrategia de salud familiar

Resumen: La humanización de la atención brindada a los usuarios de sustancias psicoactivas es necesaria y se ha discutido desde la Reforma Psiquiátrica. En Brasil, se recomienda que la asistencia a los usuarios de sustancias psicoactivas se realice de forma ambulatoria, teniendo como ubicación principal la Estrategia de Salud Familiar. Este estudio tuvo como objetivo verificar en la literatura científica cómo se produce el cuidado de los usuarios de sustancias psicoactivas en las estrategias de salud familiar bajo el aspecto de la humanización. Esta fue una revisión de la literatura utilizando las bases de datos VHL, SciELO, LiLACS y CAPES / MEC. Formaron parte del cuerpo de análisis de este estudio 10 artículos. Se observó que los profesionales de la Estrategia de salud familiar tienen algunas dificultades para satisfacer la demanda de salud mental, ya que se consideran poco preparados y necesitan capacitación. La humanización en la salud mental tiene mucho que crecer, especialmente para los usuarios de sustancias psicoactivas, porque los prejuicios y los juicios todavía están muy presentes.

Descriptores: Salud Mental, Humanización, Usuario de Sustancias Psicoactivas.

Texto completo:

PDF

Referências

Townsend MC. Enfermagem psiquiátrica: conceitos e cuidados na prática baseada em evidências. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2014.

Martins LM. Às imagens, as sombras do porvir: 30 anos da reforma psiquiátrica brasileira. Rev Diorito. 2018; 2(1):88-121.

Machado JS. O caso Damião Ximenes, a lei de Reforma Psiquiátrica e os avanços em Saúde Mental no Brasil. Anais Seminário de Iniciação Científica. 2018.

American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5.ed. Porto Alegre: Artmed. 2014.

Alvarez SQ, Gomes GC, Xavier DM. Causas da dependência química e suas consequências para o usuário e a família. Recife: Rev Enferm UFPE online. 2014; 8(3):641-648.

Vargas D, Bittencourt MN, Rocha FM, Oliveira MAF. Representação social de enfermeiros de Centros de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas (CAPS AD) sobre o dependente químico. Rio de Janeiro: Esc Anna Nery. 2013; 17(2):242-248.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n° 224/MS, de 29 de janeiro de 1992. Diário Oficial da União. 1992.

Azevedo EB, Costa LFP, Espinola LL, Silva PMC, Musse JO, Ferreira Filha MO. Arteterapia como promotora da qualidade de vida e inclusão social de profissionais e usuários. Três Corações: Rev Universidade Vale do Rio Verde. 2014; 12(2):167-176.

BRASIL. IBGE. Censo demográfico 2010. Disponível em: . Acesso em 10 mai 2016.

Brasil. Ministério Da Saúde. Saúde Mental - Cadernos de Atenção Básica, nº 34. Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília - DF. 2013.

Paulon S, Neves R, DimensteinI M, Nardi H, BravoI O, Galvão VABM, et al. A saúde mental no contexto da Estratégia Saúde da Família no Brasil. Psicol Am Lat. 2013; (25):24-42.

Cotta RMM, Reis RS, Campos AAO, Gomes AP, Antonio VE, Siqueira-Batista R. Debates atuais em humanização e saúde: quem somos nós? Rio de Janeiro: Ciênc Saúde Coletiva. 2013; 18(1):171-179.

Farias, L.M.S. et al. O enfermeiro e a assistência a usuários de drogas em serviços de atenção básica. Recife: Rev Enferm UFPE online. 2017; 11(7):2871-2880.

Melo BCA, Assunção JIV, Vecchia MD. Percepções do cuidado aos usuários de drogas por agentes comunitários de saúde. UFJF: Psicologia em Pesquisa. 2016; 10(2):57-66.

Guimarães AN, Fogaça MM, Borba LO, Paes MR, Larocca LM, Maftum MA. O tratamento ao portador de transtorno mental: um diálogo com a Legislação Federal Brasileira (1935-2001). Florianópolis: Texto Contexto Enferm. 2010; 19(2):274-282.

Macedo QJ, Silveira MFA, Eulálio MC, Fraga MNO, Braga VAB. Representação social do cuidado de enfermagem em Saúde Mental: estudo qualitativo. Online Braz J Nurs. 2010; 9(3):1-15.

Brischialiari A, Maftum MA, Waidmann MAP, Mazza VA. Sensibilizando a equipe de enfermagem ao cuidado humanizado em Saúde Mental mediante oficinas educativas. Rev Eletr Enferm. 2008; 10(4):1080-1090.

Paula ML, Jorge, MSB, Vasconcelos MGF, Albuquerque RA. Assistência ao usuário de drogas na atenção primária à saúde. Maringá: Psicologia em Estudo. 2014; 19(2):223-233.

Drescher A, Both JE, Hildebrandt LM, Leite MT, Piovesan SMS. Concepções e intervenções em Saúde Mental na ótica de profissionais da Estratégia Saúde da Família. Recife: Rev Enferm UFPE online. 2016; 10(4):3548-3559.

Pessoa Júnior JMP, Clementino FS, Santos RCA, Vitor AF, Miranda FAN. Enfermagem e o processo de desinstitucionalização no âmbito da saúde mental: revisão integrativa. Rev Fund Care Online. 2017; 9(3):893-898.

Oliveira L.C, Silva RAR, Medeiros MN, Queiroz JC, Guimarães J. Cuidar humanizado: descobrindo as possibilidades na prática de enfermagem em saúde mental. Rev Fundam Care Online. 2015; 7(1):1774-1782.

Teixeira MB, Ramôa ML, Engstrom E, Ribeiro JM. Tensões paradigmáticas nas políticas públicas sobre drogas: análise da legislação brasileira no período de 2000 a 2016. Ciência Saúde Coletiva. 2017; 22(5):1455-1466.


Visualizações do PDF:

214 views


Visualizações do Resumo:

77 views

Apontamentos

  • Não há apontamentos.
Copyright: ©-2014 Revista Recien - Revista Científica de Enfermagem. Todos os direitos reservados.
Tema: Mason Publishing Group. Customizado por: Articloud